Projeto Biblioteca: Como equipar com novas tecnologias as bibliotecas de escolas municipais de Santos

Como podemos impactar de forma positiva a aprendizagem dos alunos, a partir do uso da tecnologia na escola, e propor melhorias nos serviços de educação da cidade de Santos? Essa pergunta norteava o início do Projeto Biblioteca, uma iniciativa da Prefeitura de Santos e a empresa de logística VLI (Valor da Logística Integrada), e desenvolvido pelo Tellus. Em 2014, foi implementada na cidade litorânea uma política pública de pacificação restaurativa com o foco na Cultura de Paz e do Diálogo, realizada através da Secretaria de Educação. Para tal, foi nomeada uma Comissão de Gestão para a implementação e acompanhamento do Programa Justiça Restaurativa.

O programa foi iniciado em nove escolas-piloto, escolhidas a partir de critérios como maior número de alunos e diversidade de modalidades de atendimento, impactando 531 professores e 7.643 alunos. Diante deste cenário, surgiu a oportunidade de implementação do Projeto Biblioteca, que tem como objetivo promover a construção de novas experiências de aprendizagem e alfabetização a partir de uso de diferentes tecnologias, possibilitando o desenvolvimento de competências informacionais e incentivo à leitura.

Na fase de Diagnóstico do projeto, o time do Tellus analisou 5 pontos: Análise do contexto atual das bibliotecas; entendimento sobre a política pública; visita às escolas-piloto; conversas com os multiplicadores do Programa de Justiça Restaurativa nas escolas e percepção da comunidade. Com isso, foi identificado que:

  • Todas as escolas de ensino fundamental possuem uma biblioteca, totalizando 40 unidades;
  • Por legislação, as bibliotecas precisam chamar “bibliotecas escolares”;
  • Todas as bibliotecas têm um horário de funcionamento;
  • Existem 25 auxiliares, 25 professores readaptados e 4 técnicas na rede.

Foi diagnosticado também que o uso de tecnologias na educação permite desenvolver em professores e alunos as chamadas  competências do século XXI, como a fluência digital, que reflete a capacidade de reformular conhecimentos, expressar-se de forma criativa e produzir conteúdos nesse ambiente. O desenvolvimento de competências visa não apenas o sucesso de aprendizagem, mas, principalmente, que seus alunos possam conquistar autonomia e que sejam capazes de fazer escolhas pessoais e cidadãs baseadas em informação, além de produzir conhecimento.

Já na fase de exploração, o time do Tellus visitou as 9 escolas-piloto e se aprofundou no contexto da Justiça Restaurativa, além de entender mais sobre o cenário atual das bibliotecas e mapear o uso dos espaços. Tudo isso suportado por entrevistas em grupo e aplicação de 749 questionários, para colaborar nas pesquisas qualitativas.

Um dos pontos mais importantes nesta fase foi a sensibilização dos diretores com relação ao objetivo do projeto, pois isso faria com que fosse possível alinhar e engajar o corpo docente. Além deste grupo, foram feitas conversas com servidores públicos da área de informática para o entendimento do atual cenário de tecnologia nas escolas.

Esta fase de exploração também colaborou para a construção de um diagnóstico mais consolidado. E, foi identificado que, depois dos profissionais responsáveis por cada um dos espaços, os alunos são os atores que mais frequentam as bibliotecas. Mas o propósito das bibliotecas é pouco preciso, pois ela recebe uma gama muito grande de atividades. Além disso, os tempos de uso estão distribuídos de maneira desigual, havendo horas de muita disputa e horas de ociosidade. Por fim, as bibliotecas funcionam como almoxarifado e acumulam itens muito diversos. Alguns deles não se relacionam com o propósito do espaço e acabam tomando parte do tempo do auxiliar.

Co-Criação e Implementação: Ressignificando o desafio e as bibliotecas

Após a fase de Diagnóstico e Exploração, foi entendido que o desafio inicial deveria ser ressignificado, passando a ser: Como podemos equipar com novas tecnologias as bibliotecas de escolas municipais de Santos e criar novos processos e práticas para melhorar a experiência e aprendizado dos alunos? Com isso, na fase de co-criação, aconteceram oficinas para criação coletiva de soluções, com a participação de especialistas, representantes da Secretaria Municipal de Educação de Santos, diretores, coordenadores, professores, alunos e responsáveis pela biblioteca. Nesta fase também ocorreram oficinas de prototipagem, com o objetivo de testar as soluções criadas e consolidá-las em um projeto arquitetônico para ser implementado. Isso acabou resultando no mapeamento de 5 principais atividades que devem acontecer nas bibliotecas:

Pesquisa - Projeto Biblioteca: Como equipar com novas tecnologias as bibliotecas de escolas municipais de Santos

A co-criação das novas formas de uso da biblioteca e de seu espaço gerou as informações necessárias para que uma equipe de arquitetura desenvolvesse o novo conceito do espaço que contemplasse os 4 aspectos básicos de uma biblioteca: disposição e circulação de livros, armazenamento e distribuição de livros didáticos, gestão de equipamentos tecnológicos e estação de trabalho do responsável pela biblioteca.

Projeto Biblioteca: Como equipar com novas tecnologias as bibliotecas de escolas municipais de Santos
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Projeto Biblioteca: Como equipar com novas tecnologias as bibliotecas de escolas municipais de Santos

Para concluir a implementação, durante a última etapa houve intenso acompanhamento para destravar os desafios encontrados ao longo da implementação de um novo serviço para a prefeitura de Santos. Nesse momento as atividades aplicadas destinam-se a engajar e sensibilizar os novos parceiros dos projetos. A articulação e comunicação com outros atores envolvidos, apoio na entrega e vistoria e no soft-opening do equipamento foram importantes para garantir a qualidade da entrega do novo serviço ao município.

Projeto Biblioteca: Como equipar com novas tecnologias as bibliotecas de escolas municipais de Santos
Projeto Biblioteca: Como equipar com novas tecnologias as bibliotecas de escolas municipais de Santos

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